Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região

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SINDIPI participa de workshop sobre economia azul em SC

O SINDIPI esteve presente no 1º Workshop de Economia Azul, realizado pelo Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde (Semae), nos dias 20 e 21 de outubro, em Florianópolis. 

Os debates trataram de critérios de sustentabilidade e de formas de unir desenvolvimento econômico, conservação ambiental e planejamento costeiro. O SINDIPI esteve representado pela armadora de pesca associada e representante da pesca junto à Fiesc, Gizelle Perão e o oceanógrafo da Coordenadoria Técnica, Luiz Carlos Matsuda. 

Entre os encaminhamentos do workshop teve a proposta a criação de um grupo de trabalho multissetorial, que vai aprofundar a discussão sobre a transição da Economia do Mar para a Economia Azul. A Economia do Mar mede o peso econômico das atividades ligadas ao mar. A Economia Azul, por sua vez, acrescenta critérios qualitativos de sustentabilidade para classificar essas atividades, e foi esse o foco do workshop.

O oceanógrafo do SINDIPI Luiz Carlos Matsuda representou a pesca industrial em um dos painéis. Para ele, o setor vê a mudança com bons olhos. "O setor pesqueiro enxerga a transição para a Economia Azul de forma bastante positiva, pois ninguém investe no setor pensando apenas no curto prazo. Armadores e pescadores são diretamente interessados na sustentabilidade dos recursos pesqueiros, pois dela depende a continuidade da atividade e a possibilidade de que ela siga existindo por décadas e décadas", afirmou.

Matsuda ressalta, porém, que a transição depende de reformas na regulação e na governança da pesca. "Hoje, no Brasil, temos um emaranhado de normas, muitas delas desatualizadas e desconexas entre si, que não respondem mais à realidade da atividade no mar. Muito menos às mudanças climáticas que temos observado e que vêm afetando a dinâmica populacional dos recursos pesqueiros", avalia.

Para avançar rumo à Economia Azul, o oceanógrafo defende investir em pesquisas de campo que reflitam a realidade do mar. Ele também defende reestruturar o Ministério da Pesca e Aquicultura, para que o órgão tenha mais autonomia de decisão e menos burocracia.