SINDIPI/Institucional/Quem Somos

Quem Somos

O SINDIPI é uma entidade constituída para fins de estudo, coordenação, proteção e representação legal das categorias econômicas das indústrias de pesca com base territorial em municípios catarinenses e dos armadores de pesca pessoas físicas ou jurídicas, dos aquicultores, piscicultores marinhos e atividades assemelhadas.

 

Histórico

A ideia de criar uma associação profissional do setor pesqueiro ganhou força a partir de 1977, quando 18 empresários se reuniram no centro de Itajaí. Desse encontro, nasceu a Associação Profissional da Indústria da Pesca de Itajaí (APIPI), eleita por unanimidade de votos. Para oficializar essa Associação, uma nova reunião foi realizada, com a presença de importantes empresários ligados à pesca e de autoridades de Itajaí e região. Entre eles: Hans Werner Tender, Roberto Abílio de Souza, Lio César de Macedo, Murilo Torrents Watson, Hilário Fuck, José Carlos Leichmann, Sebastião de Gregório, Germano Selk, Luiz C. Kowalsky, Ismael de Freitas, Antônio Lauro Silveira, Orlando Ferreira, Rodolfo Krause, Jean Michel Ruiz e Alfredo Weiss.

O primeiro Presidente eleito da Associação foi Gustavo Malaguti de Souza Domingues, tendo Henrique Hemmer como Secretário e Alfredo Weiss, Tesoureiro. Em 14 de maio de 1979, a diretoria da Associação, empresários da indústria de pesca e armadores decidiram, em assembleia, pela mudança de Associação para Sindicato. Na sequência foi enviado ao Ministério do Trabalho um abaixo assinado solicitando a oficialização do SINDIPI, Sindicato das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região. O SINDIPI passou a existir legalmente no dia 28 de abril de 1980, durante a gestão do presidente João Baptista Figueiredo. O Ministro do Trabalho, Murilo Macedo, assinou o decreto de criação do SINDIPI.

Gustavo Malaguti de Souza Domingues tornou-se então o primeiro presidente do Sindipi tomando posse, juntamente com o restante da diretoria, em setembro de 1980. Durante seus três anos a frente da entidade enfrentou diversos obstáculos para consolidar o SINDIPI como entidade sindical. Neste período o sindicato promoveu diversas mobilizações, reivindicando dos Governos Federal e Estadual mais atenção ao setor pesqueiro, como a paralisação da pesca da sardinha, em setembro de 1980 e em 1982. Em 3 de outubro de 1983 foi realizada a segunda eleição de diretoria do SINDIPI, a posse aconteceu em 1º de novembro de 1983, onde o então tesoureiro, Guilherme Rogério Bertoldo, tornou-se presidente do sindicato.

O ano de 1984 foi marcado por diversas vitórias do SINDIPI e do setor pesqueiro, a conquista da redução da alíquota para as empresas exportadoras de sardinha e a instalação do primeiro Centro de Pesquisa e Gestão de Recursos Pesqueiros do Litoral Sudeste e Sul – CEPSUL em Itajaí foram algumas das mais importantes.

Após a reeleição de Guilherme Bertoldo em 1986, Evaldo Kowalsky assume a presidência do SINDIPI no ano de 1989. Nesta época o setor enfrentou inúmeros entraves com o recém criado Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais – IBAMA. Coube ao SINDIPI reivindicar as diversas restrições impostas pelo órgão à pesca da sardinha que já estava em crise desde 1987. Em janeiro de 1995 o então presidente Antônio Carlos Emmendofer luta, juntamente com todo o setor pesqueiro, contra um decreto do IBAMA que paralisa por cinco anos a pesca da sardinha no Brasil. O SINDIPI mobiliza deputados federais e senadores e como forma de protesto, armadores e indústrias da pesca distribuem 10 toneladas do peixe à população, em frente à Esplanada dos Ministérios em Brasília. Sob pressão o IBAMA suspende o decreto. Por ironia, a safra de sardinha de 1995 é a maior da década de 1990, chegando próxima a 100 mil toneladas.

De 1995 a 2001 o SINDIPI foi comandado por Giacomo Vicente Perciavalle, o segundo presidente a reeleger-se na história da entidade. Durante esse período mais uma grande vitória para o setor: no início de 1998 entra em vigor o Departamento de Pesca, subordinado ao Ministério da Agricultura, uma medida esperada pelo setor desde 1995. Já o mandato de Antônio Carlos Momm, que teve início em 11 de dezembro de 2001, foi marcado inicialmente pela luta para a retirada de barcos estrangeiros da costa Sul e Sudeste do País, uma situação delicada que causou muitos entraves para a cadeia produtiva pesqueira nacional.

Em 2003 o setor voltou a comemorar o então Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva atende a uma antiga reivindicação do setor e cria a Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca – SEAP. Em setembro do mesmo ano a deputada federal, Selma Schons, assumiu a Frente Parlamentar em Defesa da Aquicultura e Pesca, criada pela iniciativa do deputado Edison Andrino, com o objetivo de contribuir no debate e dar apoio legislativo às ações da SEAP. Em 2005 o presidente reeleito Antônio Momm dá início a construção da sede do SINDIPI que é finalizada juntamente com seu mandato em dezembro de 2007.

Os três anos seguintes foram marcados por grandes mudanças no setor e na entidade, o presidente Dario Luiz Vitali inicia sua gestão levantando a bandeira da sustentabilidade e da profissionalização de toda a cadeia produtiva pesqueira da região. Em junho de 2009, após décadas de luta a pesca ganha seu endereço próprio em Brasília, com a criação do Ministério da Pesca e Aquicultura - MPA, na cidade de Itajaí. Em julho do mesmo ano o SINDIPI assina um termo de cooperação com o Conselho Nacional de Justiça que resulta na realização de cursos para formação de pescadores com apenados da região.

Em setembro membros da diretoria e coordenadoria técnica do SINDIPI participam de uma missão técnica à cidade de Vigo na Espanha, nessa viagem nasce a ideia de promover uma feira internacional para o setor pesqueiro na cidade de Itajaí. Em novembro de 2010 a ideia torna-se realidade e o SINDIPI realiza a AQUAPESCABRASIL – Feira Internacional da Pesca e Aquicultura, com o apoio do Ministério da Pesca e Aquicultura, na cidade de Itajaí. Durante os três dias de evento R$25 milhões foram gerados em volumes de negócios, consagrando a feira já em sua primeira edição, como a maior do setor em todo o Brasil.

No dia 18 de dezembro do mesmo ano, Giovani Monteiro, secretário (vice presidente) na gestão de Dario Vitali, assume a presidência do SINDIPI. Em seu discurso de posse falou sobre quais serão as prioridades em sua administração, “Eu não acredito em sustentabilidade sem estudos nas mais diversas modalidades de pesca, seja essa arrasto, cerco, emalhe, espinhel. Essa é a palavra fundamental para nosso futuro, isto é sustentabilidade!”.

Giovani Monteiro permaneceu na presidência até o mês outubro de 2015 quando por problemas pessoais renunciou ao cargo. No mesmo mês assumiu a diretoria do SINDIPI o armador de pesca Jorge Neves. Com um perfil administrativo e de gestão, Jorge trouxe a sua experiência de empresário e conhecedor da atividade pesqueira para dentro do Sindicato. O atual presidente preza pela transparência, parceria e bom relacionamento com entidades ligadas ou não ao setor pesqueiro. Jorge Neves acredita que o sucesso de uma liderança deve ser baseado ainda na delegação de poderes. “Ninguém deve fazer nada sozinho precisamos contar com a capacidade e conhecimento de pessoas qualificadas no setor da pesca. Eu acredito que o conhecimento de profissionais competentes colaboram para uma gestão de excelência, seja de uma empresa ou entidade representativa como o SINDIPI. Por isso o meu trabalho conta com o apoio do corpo técnico do sindicato e de outras pessoas qualificadas para que juntas possamos trabalhar em prol do desenvolvimento do setor pesqueiro,” finaliza Jorge Neves.

Logo depois de assumir o cargo, o presidente Jorge Neves, acompanhou o processo de extinção do Ministério da Pesca e Aquicultura – MPA e a passagem de todas as responsabilidades do setor para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA. 2016 foi um ano de desafios, principalmente por causa da reestruturação da pesca junto ao novo ministério. Foi também um ano de eleição no sindicato e no mês de dezembro foi realizada a cerimônia de posse da nova diretoria, conselho fiscal, delegados e seus respectivos suplentes, continuando o senhor Jorge Neves na presidência do SINDIPI. No mesmo mês o ministro do MAPA, Blairro Maggi, veio à Itajaí conhecer as indústrias pesqueiras para entender o seu funcionamento e a relevância da pesca para a economia catarinense, neste mesmo dia, por solicitação do Presidente, Jorge Neves, já deixou agendado um debate com o setor pesqueiro no SINDIPI para início de janeiro de 2017, com intenção de escutar e constatar as principais demandas das indústrias processadoras e do setor produtivo/captura do Estado de Santa Catarina.