Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região

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Comitê da Pesca e Aquicultura da Fiesp expõe pleitos a autoridades da pasta ministerial

Comitê da Pesca e Aquicultura da Fiesp expõe pleitos a autoridades da pasta ministerial

 

Membros do Compesca da federação e empresários discutiram ações e demandas do setor com o Ministério da Pesca e Aquicultura

 

 

O setor da pesca está inserido no agronegócio, mas é preciso uma organização mais consistente para trabalhar de forma propositiva. A afirmação de Roberto Imai, coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca e Aquicultura (Compesca) da Fiesp durante reunião na última sexta-feira (16), aponta o caminho para a quebra de paradigmas no setor. “O erro do setor é a abertura da divisão da pesca e aquicultura; é preciso mudar o conceito para o consumo de pescados e ressaltar sua importância”, alertou Imai. O Projeto de Lei 423, que altera a Lei nº 11.959, de 29 de junho de 2009, para equiparar a pesca à atividade agropecuária e dispor sobre o trabalho dos pescadores profissionais na atividade pesqueira industrial e o contrato de parceria na pesca artesanal, foi abordado por Fernando Ferreira, presidente do Conselho Nacional de Pesca e Aquicultura (Conepe).  O consumo de pescados aumentou muito no Brasil, mas há muita perda na produção, na captura e no processamento, na visão de Flávio Leme, secretário executivo do Conepe. “É necessário estruturar a cadeia produtiva e modernizar a frota de barcos”, afirmou. Ele ainda defendeu a qualificação de trabalhadores e sugeriu um censo do setor da pesca. Já para Tito Livio Capobianco Junior, empresário e membro do Compesca, a principal preocupação do setor de aquicultura vem da Ásia. “Precisamos da garantia de que os produtos asiáticos tenham padrão fitossanitário”, considerou. Expôs também que para tornar a aquicultura mais competitiva, é fundamental a desoneração de tributos.

 

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A diretora de Fomento do MPA, Maria Auxiliadora Silva, lembrou que a palavra “desoneração” é uma constante no ministério. “Não sabemos como levar a discussão adiante sem o setor nos ajudar com informações. Contra dados não há argumentos”, declarou ao ouvir o pleito de todos os segmentos da pesca presentes à reunião. Ela acrescentou que o tamanho do recém-criado ministério da Pesca será sempre o tamanho da organização do setor. “Se o ministério da Agricultura é forte, é porque ao longo dos anos o setor foi se organizando e compatibilizando seus interesses”, concluiu.

Fonte:FIESP