Sindicato dos Armadores e das Indústrias da Pesca de Itajaí e Região

Palavra do Presidente

A pesca industrial brasileira tem se renovado e focado em qualidade e sustentabilidade

Pela primeira vez na história, a frota industrial não poderá pescar tainha. O SINDIPI atuou em todas as frentes para reverter a decisão, sem sucesso. A proibição da pesca mais tradicional do estado acabou gerando impacto em todo o Setor. Além do prejuízo econômico, é uma perda simbólica muito forte, considerando o aspecto cultural que essa pescaria tem. Ainda assim, seguimos apostando no diálogo e acreditando no trabalho deste novo Ministério da Pesca e Aquicultura. O anúncio de que as reuniões dos CPGs pelágicos acontecerão aqui em Santa Catarina, onde a maior parte da frota está sediada, mostra disposição  para o diálogo e reforça o compromisso que esta gestão assumiu para garantir a participação social na tomada de decisões. 

O SINDIPI acredita e defende políticas públicas que sejam pautadas pela ciência, validadas pela prática e respaldadas pelo entendimento de todos os atores da cadeia produtiva. E o caminho passa pela inovação. O sucesso do primeiro barco-fábrica totalmente produzido no Brasil, em Itajaí, mostra que a pesca avança a cada dia no país e evidencia a vocação da nossa região para a economia do mar. O pioneirismo do armador de pesca Manoel Cordeiro, nosso associado, impulsiona e fomenta o próprio Setor e é um exemplo a ser seguido porque ele não apenas investiu alto em uma embarcação moderna, mas especializou a equipe, pesquisou sobre o tipo de pescaria, buscou tecnologia e tem como prioridade absoluta a qualidade do produto. Uma pesca que priorize cada vez mais a sustentabilidade e cuja renda esteja assegurada pela excelência da matéria prima, pelo planejamento e gestão é o que buscamos para toda a cadeia produtiva. 

No SINDIPI, trabalhamos para estimular os armadores a melhorar cada vez mais seus desempenhos. Mas para isso, também precisamos da parceria do governo com a iniciativa privada. É necessário acesso a linhas de crédito, pesquisas, gestão e políticas públicas que garantam o futuro da pesca e que fomentem a economia. Estamos correndo contra o tempo para abrir mercado com a comunidade européia. A pesca industrial brasileira tem se renovado ano a ano e focado em qualidade e sustentabilidade, mas o seu futuro também depende de boa gestão governamental.

 

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